Nota de repúdio aos ataques do Ministro da Economia contra os servidores públicos

Quarta, 29/04

Na última segunda-feira, dia 27 de abril, os servidores públicos foram, mais uma vez, surpreendidos com ataques por parte do governo. Em meio a pandemia do Covid-19, num contexto de agravamento da crise econômica já existente, Paulo Guedes, Ministro da Economia, usou o funcionalismo como bode expiatório diante de um caos financeiro que não consegue administrar.

Estados e Municípios pressionam cada vez mais o governo federal para aprovação de pacotes e emendas que destinem recursos para contenção da crise, já o governo federal faz uso dessa urgência como moeda de troca para aprovar projetos e medidas de seu interesse.

Um dos projetos que está sendo considerado como fundamental para sanar a crise em que nos encontramos é o congelamento salarial para servidores públicos federais. Devemos nos recordar de que Paulo Guedes, em fevereiro deste ano, além de ter mentido, ao dizer que os servidores públicos teriam reajustes de 50% acima da inflação, ainda nos rotulou de parasitas.

Agora, mais uma vez, joga nas costas dos servidores públicos uma desigualdade social histórica - e fruto de uma pilhagem sistêmica - ao afirmar que " precisamos também que o funcionalismo público mostre que está com o Brasil, que vai fazer um sacrifício pelo Brasil, não vai ficar em casa trancado com geladeira cheia, assistindo a crise enquanto milhões de brasileiros estão perdendo emprego ".

Não aceitaremos pagar pela crise! Não aceitaremos ser considerados culpados pelas geladeiras vazias de milhares de brasileiros e não aceitaremos o corte dos nossos direitos e o arrocho dos nossos salários. Acreditamos que existam inúmeras medidas para serem pensadas e encaminhadas, como a relocação de verbas, a taxação de grandes fortunas, a suspensão do serviço da dívida, o aumento da tributação sobre o lucro do sistema financeiro, dentre outras. Atrelar a recuperação econômica e investimentos em saúde pública à precarização salarial de trabalhadores é discurso mentiroso que só tem um objetivo, atacar ainda mais o funcionalismo público, dando prosseguimento a uma agenda que já aprovou a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência e que, no entanto, não representou melhoria nas condições sociais vigentes.

Neste momento atual, os servidores do Poder Judiciário, ao contrário do que alega o Ministro da Economia, continuam trabalhando pela sociedade, seja em teletrabalho, com excelente produtividade, seja arriscando as suas vidas para materializar a prestação jurisdicional, como ocorre com os Oficiais de Justiça que, apesar dos graves riscos de contaminação pelo coronavírus Covid-19, continuam trabalhando nas ruas, hospitais, presídios, enfim, em qualquer local, onde precise estar para que a justiça seja feita.

A diretoria da Assojaf-SP discorda veementemente das declarações do Ministro da Economia e manifesta, desta forma, o seu repúdio a mais este repugnante ataque por parte do governo.




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